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Portuguese weblog for the scientific divulgation of Psychophysics, Mathematical Psychology and Experimental Psychology.
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Articles
Sobre as Medidas de Ponteiro ou do Problema da Calibração de Instrumentos de Medida
2007-03-19 06:35:00
Para além da medida fundamental e derivada, é possível distinguir um terceiro tipo de medida – Medida de Ponteiro – que, conforme iremos procurar mostrar, assume um papel importante na compreensão do estatuto epistemológico da medida (especialmente em Psicologia).Por Medida de Ponteiro entende-se aqui a atribuição de números, obtidos estes por um qualquer procedimento de medida fundamental ou derivada, baseada na leitura directa de um qualquer instrumento validado. Frequentemente confundido com a própria noção fundamental de medir, a Medida de Ponteiro requer a obtenção prévia de uma medida fundamental ou derivada, ou não fosse a sua validação concluída uma vez que se constate que as medidas desse correspondem aquelas obtidas por estas. Por exemplo, na medida do peso,...
 
Medida de Atributos Psicológicos - A Medida Conjunta
2007-02-26 07:28:00
Proposta inicialmente por Luce & Tukey (1964) no contexto da medida de atributos psicológicos, a Medida Conjunta, sistema axiomático de medida, vem mostrar no âmbito da teoria representacional, que a operação de concatenação, ainda que suficiente para uma medida fundamental, não se revela necessária. Apenas requerindo relações ordinais entre os objectos (observação possível em atributos psicológicos), assenta na possibilidade de tratar pelo menos duas variáveis como entidades compostas. O raciocínio subjacente é o seguinte: tomando dois componentes, cada um influenciando o atributo a ser medido, e conhecendo a sua ordem de magnitude, ambos podem ser combinados resultando numa medida efectiva dos objectos e seus componentes. Daí a designação de Medida Conjunta (sem perd...
 
Medida Extensiva e o Problema da Medida em Psicologia
2006-11-29 09:35:00
Para além da distinção de Campbell, entre medida fundamental e derivada, e, para todos os efeitos, prévia a essa, esse mesmo autor distingue entre propriedades extensivas – referentes a quantidades – e intensivas – referentes a qualidades. Na verdade, a questão da medida fundamental ou derivada apenas se colocaria para contínuos extensivas, sendo que à Psicologia caberia, necessariamente, a limitada medida de propriedades intensivas. Além disso, de acordo com Campbell, medir significaria, necessariamente, obter uma escala pelo menos intervalar. Campbell, devemos aqui frisá lo, assumia, errónea e implicitamente, que as propriedades relacionais numéricas resultantes da operação de medida descreviam verdadeiramente os objectos medidos propriamente ditos, e não somente a es...
 
Teoria Representacional da Medida e o Problema do Significado
2006-11-02 04:21:00
Não necessariamente central na teoria estrita da medida, o problema do significado relaciona se directamente com os anteriores. Mais que isso, refere se, de certa forma, ao caminho inverso aquele tomado pelo problema da representação – agora são declarações numéricas que são referenciadas a fenómenos empíricos. O problema está, obviamente, em delimitar declarações com e sem significado, no contexto de medida alcançado na resolução dos problemas precedentes. Como o explicitam Suppes & Zinnes (1967), “uma declaração numérica é significativa se e só se a sua validade (ou falsidade) é constante sob as transformações admissíveis de escala em qualquer uma das suas correspondências numéricas, isto é, qualquer das suas funções numéricas expressando os resultados ...
 
Teoria Representacional da Medida e o Problema da Unicidade
2006-09-03 15:09:00
O âmbito do segundo problema fundamental da medida – o problema da unicidade – é imediato se o leitor notar que existem com frequência importantes diferenças fundamentais entre o tipo de atribuição numérica a objectos derivada de diferentes procedimentos de medida. De facto, é neste âmbito que se configura a questão do Tipo de Escala de Medida.Um exemplo clássico é o seguinte. Tome o leitor, por exemplo, as seguintes declarações: (i) “a razão da temperatura máxima de hoje (tn) com a de ontem (tn-1) é de 1.10”; (ii) “a razão da diferença das temperaturas máximas de ontem e de hoje (tn e tn-1) com aquela entre hoje e amanhã (tn e tn+1) será de 0.95”. Em primeiro lugar, poderá o leitor notar que ambas as declarações omitem a unidade de medida usada (Celsiu...
 
Teoria Representacional da Medida e o Problema da Representação
2006-08-31 18:16:00
O problema da representação, em Teoria da Medida, diz respeito a questão de averiguar até que ponto as representações numéricas e formais resultantes da operação de medida traduzem, de forma isomórfica, as propriedades a serem mensuradas. Obviamente, o uso dos números nas formulações primitivas de medida não se faziam de forma independente dos objectos mensurados e, logo, esta questão via-se resolvida quase de imediato. Veja-se a questão da contagem de bens: a expressão 2+3 só faria sentido no contexto da contagem de objectos específicos (e.g., maçãs ou peras) e não enquanto entidade formal por si mesma, isolada do mundo. Trivialmente, porém, nos termos da lógica moderna, existe uma aritmética de números e não de objectos específicos (aritmética de maçãs ou a...
 
Da Teoria Representacional da Medida
2006-08-30 15:22:00
Podemos tomar como marco de referência no estudo axiomático da medida o trabalho elaborado por Hölder em 1901, apesar de só algumas décadas depois se falar em Teoria da Medida, propriamente dita, encabeçada pela Teoria Representacional. Com efeito, o trabalho de Hölder vem esclarecer o estatuto da medida do peso, mostrando que, de um ponto de vista axiomático (e aqui simplificado), a medida dessa grandeza física requeria a satisfação de dois axiomas. A saber,(a medida de x deverá ser maior ou igual que a medida de y se e só se o objecto x for mais pesado ou igual que o objecto y); (a medida do conjunto dos objectos x e y – que, então, se dizem concatenados – deverá ser igual à soma das medidas de cada um deles)Importa notar aqui que, no axioma 2, a operação de concate...
 
Introdução à Teoria da Medida
2006-08-28 13:04:00
Poderíamos aqui realçar o quanto a ideia e concepção de medida se tem desenvolvido, inexoravalmente, a par com conceitos centrais dos fundamentos da matemática (por exemplo, a questão da formalização dos números enquanto entidades matemáticas; a questão da incomensurabilidade dos números irracionais; a construção do contínuo de números reais, com especial uma especial referência para o axioma da continuidade de Dedekind). Tanto assim é que, quase desde início, a fundamentação das ciência empíricas e naturais tem assentado nessas noções, sob a forma daquilo a que frequente nos referimos como o “Imperativo Quantitativo”.Da mesma forma, a Psicologia, especialmente se tomarmos como início o trabalho de Fechner, parece ter nascido naquele contexto científico onde,...
 
Secção de Downloads
2006-08-18 17:43:00
Estimados leitores do Kymograph: Cabe-nos anunciar neste post a construção de uma nova secção do Kymograph - secção de Downloads. Nesta serão, sempre que se justificar, colocados links para materiais disponíveis para download de alguma forma relacionados com os conteúdos por nós abordados - por exemplo, artigos, posters, documentos diversos e software disponível gratuitamente. Ainda numa fase inicial, a secção em questão conta, de momento, somente com alguns poucos materiais.Sugestões para a inclusão de novos links na secção em questão ou submissão de materiais relevantes para a mesma serão bem-vindas, bastando para tal entrar em contacto connosco pelos meios usuais....
 
Dos Contínuos Protéticos e Metatéticos
2006-08-18 12:24:00
Na lógica da nossa exposição, importará agora explicitar o estatuto das Leis de Fechner e de Stevens na formulação e delimitação teórica do próprio problema psicofísico que, recordamos, se situa na distinção entre um crescimento constante ou linear do contínuo sensorial. Conforme veremos, este ponto sobrepõe se à distinção efectuada por Stevens entre contínuos sensoriais protéticos e metatéticos.De forma breve, um contínuo subjectivo protético é aquele para o qual uma variação da intensidade do estímulo corresponde a uma variação quantitativa ou de grau da sensação. Um exemplo clássico é a sensação de sonoridade ou a de brilho. Para estes contínuos o erro das respostas é relativo, pelo que deverá aumentar em função da magnitude da sensação, conform...
 
 
 
 
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