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Mondrian e as Ondas
 
 
 
Mondrian e as Ondas
Everything that Mondrian wants, on friday, is to leave to the night, to leave the rest that if fuck, to become free itself of the cursed fight for the survival, to drink a draught beer with the friends, entertain itself hearing dances-music, to know women interesting, to find pretty-and-blond girlfriend and if give well. See the Presentation in Mondrian.
Language: English
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Articles
Apresentação - Presentation
2007-10-24 09:56:00
Tudo que Mondrian quer, na sexta, é sair à noite, deixar o resto que se foda, libertar-se da maldita luta pela sobrevivência, tomar um choppinho com os amigos, viajar ouvindo dance-music, conhecer mulheres interessantes, arrumar uma namorada linda-e-loira e se dar bem. São estes pensamentos que ele considera no caminho para casa. Entretanto, ao observar uma árvore da rua balançada pelo vento, ele...
 
Capítulo 042
2007-10-24 09:53:00
"O tempo está passando", concorda com um movimento de cabeça, "percebo isto", Mondrian olha para o céu nublado enquanto caminha pela rua, "dias frios, cinzentos, como os dias podem ser tão iguais assim? sem sal, sem açúcar", sorri, olha para a calçada, "parece até que eles estão em consonância com meu estado de espírito", pela Praça Rui Barbosa, "solo de piano na cabeça", passa pela avenida...
 
Capítulo 041
2007-10-24 09:44:00
Mondrian acorda antes do despertador tocar, "segundona... começa’tudo-de-novo, ah!vô’liga’p’r’o-Vítor-e-dize’que-não-vô’trabalha’hoje", vira-se na cama, "e-o-sábado-de-uruca? agora parece um pesadelo cara, palhaçada! a-lo’ca-e-a-bêbada! um filme no qual o protagonista-trapalhão só se fode co’as mulheres, aquelas-duas-que-se-fodam... com’é-qu’o-Marco-Nanini-falo’naquela-minissérie? Mulher e...
 
Capítulo 040
2007-10-08 20:58:00
À tarde, Tales, de boné preto de marca, calça jeans, blusão verde bandeira com um "Hard Rock Café" em branco na frente e tênis, vai à casa de Mondrian, "maldito-judeu!Agor’ele-não-anda-mais-a-pé!é-de-Tempra-p’ra-cim’e-p’ra-baixo!", eles conversam diante da casa de Natan. — E aí maluco?! — Tales sorri, puxa a aba do boné para baixo — Sumiu ontem! Procuramos você por todo lado, nem o Luis nem o...
 
Capítulo 039
2007-09-29 22:05:00
Aquele som que vinha do fundo, e do qual Mondrian tinha uma vaga consciência, mais longe do que a sucessão de fatos em sua mente, por fim ele reconhece ser o vento persistente na janela do quarto; ele inspira profundamente, "put’vontad’de-mija’", abre os olhos, "que-sede", de sua cama, observa a pouca luz que entra pelas venezianas semi-abertas, ergue a cabeça, sente melancolia, "parece que não é...
 
Capítulo 038
2007-09-21 16:57:00
Mondrian anda entre as pessoas dançando, "puta-merda-cara!puta-merda! eu-devia’nche-a-cara-e-i’mbora!", ele observa, entre as pessoas dançando, o chão iluminado, "a luz no meio da escuridão... legal-isso", ouve um alegretto na dance, "não!não!nunca-bebi-p’ra’squece’ma-frustração-cara!", observa uns caras dançando feito doidos, "eh!eh!não’tão-nem-aí!vo’faze’que-nem-eles", começa a mexer o corpo, "...
 
Capítulo 037
2007-09-11 20:33:00
Heloísa aproxima-se de Lucineide, Maria Helena e Jussara, segura nas mãos da primeira. — Oi Helô?! tudo bem? — Lucineide pisca rapidamente, "acho que não n’é?" — a Fê disse que ‘cê ‘tava aqui... — "com um amigo dela..." — mas o que aconteceu?! ‘cê ‘tá chorando! — Ai Lúú! — "alívio! que alívio encontrar você!" — eu ‘tava ficando com aquele cara ali — Heloísa se volta para ele, "não é tão mau assim...
 
Capítulo 036
2007-09-02 16:35:00
"Finalmente!ah!ah!ah!a-cara-qu’o-Frankenstein-fez-quand’percebeu-qu’ eu’tava-de-pau-duro! será-qu’el’é-viado?!", Mondrian observa as pessoas ali, no corredor, pouco iluminado, "menos-até-qu’aquela-salinha-da-bilheteria", entre a porta da catraca e a entrada da danceteria, a porta se abre para as pessoas entrarem, ele ouve o batidão tocando na danceteria, sente uma expectativa enorme, "caara!", a...
 
Capítulo 035
2007-08-26 22:02:00
Eles param na esquina esperando os carros passarem. Mondrian olha para Heloísa, com as mãos, ela faz um rabo com os cabelos, "o cabelo dela é bem liso... imagin’eu-co’m-cabelo’ssim?! Iria deixá-lo cumprido, mexê-lo-d’um-lad’e-outro", aproxima-se da moça — que rabão que você tem hein?! — ela arregala os olhos, ri, volta-se para Mondrian, olha na boca sorridente dele — seu tarado! — e vira-se...
 
Capítulo 034
2007-08-16 20:58:00
Tales vê o Gol pelo retrovisor. — Hárárárá! Valeu cara! — Mondrian olha o Gol, "cara!e-s’eu-tivess’entrando’ ssim-na-Virgílio-e-morress’o-motor-do-carro?!Que-vergonh’seria!", olha os carros descendo pela Virgílio, olha no retrovisor, Tales está observando-o — hoje a noite é nossa maluco! Heloísa troca um olhar com a Fernanda, "na segunda ela vai contar p’ra elas: a Helô ficou com um amigo meu no...
 
Capítulo 033
2007-08-09 15:36:00
"I Feel You Tonight", Mondrian ouve a música, enlaça Heloísa pela cintura, com a outra mão alisa-lhe os cabelos sobre a face direita, "que-cabelos!que-morena-cara!", beija-a, suas bocas se estalam, "quê? a-sensação-de-queda-novamente... uuhh! parec’que’sto’pulando-de-costa’da-plataforma-na-piscina-do-clube!", ele se recorda destes pulos, "tentei’ntende’ssa-viagem, o-que-significa? ah! foda-se!...
 
Capítulo 032
2007-07-31 20:52:00
— Faço cursinho de manhã, no Anglo. Quero prestar para veterinária — "e se Deus quiser vou passar!" — e você? — "ele deve fazer faculdade fora também". — Eu fazia Artes Plásticas na FAAP — Mondrian toma outro gole de chope, "ela ‘tá-indo-e’u‘tô-vindo-sem-termina’" — tranquei a matrícula. "Ele parou?" — Por que você parou? — Heloísa toma um pouco de chope, "ele tem mãos finas". — Ah, fiquei meio...
 
Capítulo 031
2007-07-06 21:35:00
Fernanda vê que Mondrian pega uma cadeira vazia na mesa ao lado e oferece-a a Heloísa, ela senta-se, "cara-de-pau! ele ‘tá secando a bunda dela! Home’é-tud’igual! Ela percebeu...", ele senta-se ao lado de Heloísa, olha para ela. — Você vai beber alguma coisa? — "cara-que-mulherão! É-muit’areia-p’r’o-meu-caminhãozinho! Sem-problema!Faço-duas-viagens-eh!eh!" — Vou tomar um chope também — Heloísa...
 
Capítulo 030
2007-06-28 19:57:00
Luis toma o primeiro gole, "isto é bom!", com o líquido na boca, olha para o copo, "verdão! tem que ser verdão! meu time!", engole, toma outro gole. Mondrian bebe um pouco do chope com menta, "demais-cara!demais!" Tales ri para os amigos e bebe como se estivesse tragando um cigarro, "isso sobe que nem rojão! E dá um barato!", Tá-Certo, olhando dissimuladamente os outros, coloca o copo na mesa sem...
 
Capítulo 029
2007-06-21 21:02:00
Tales segue pela rua Virgílio até o cruzamento desta com a rua Antonio Fogaça de Almeida, reduz a velocidade e vira à direita. Tales e Mondrian olham para o barzinho na esquina. O Sacyzinho é um dos points da Virgílio. Quem vai para a Bullu’s no sábado à noite invariavelmente passa por ele, seja para tomar um chope ou encontrar companhia. O bar fica num nível mais alto que a rua, nos lados que...
 
Capítulo 028
2007-06-14 18:09:00
"Everybory’s Free!" "Que batidão!dão!dão!dão! legal-Cara! ‘sto’mbriagado-co’stas’mpressões! ‘mpressions! Miríade-de-belezas-fugidias! que se revelam e desaparecem, num-piscar-de-olhos! é! Contemplação única, neste preâmbulo de festa!" Mondrian fecha os olhos sorrindo, abre-os em seguida, olha a fila de carros à frente; as luzes amarelas da rua, ao lado dos prédios, fachadas, telhados e casas,...
 
Capítulo 027
2007-06-06 21:25:00
À noite o céu fica limpo de nuvens, "pode-se ver muitas estrelas no céu nesta época, inclusive o centro-longínquo-apagado da Via-láctea", Mondrian observa o céu da janela do seu quarto, "quando era pequeno gostava de olhar as estrelas, gostava de ouvir o tio Frédão falar delas, foi ele quem me deu a oportunidade de ver o Halley quando ele passou". Mondrian está com uma calça jeans azul, nova,...
 
Capítulo 026
2007-05-31 20:36:00
Fim de tarde. Mondrian está em seu quarto, sentado diante da escrivaninha, folheando o Ulisses, "cara! tenho que juntar coragem p’ra ler este livro, olha só a grossura dele!", batem à porta do quarto, Rebeca abre-a devagar, está com os olhos arregalados. — Mond? telefone. — Quem é? — Seu amigo. "Que tipo?! ‘seu amigo’!" — Quem é Rebeca? — O-o filho do padeiro. Atendi ele no telefone do quarto da...
 
Capítulo 025
2007-05-24 19:21:00
Mondrian caminha para casa, "hoje é dia de Bullu’s!de-agito! tucs!tucs!tucs!pom!pom!pom!tucs!tucs!tucs! de toma’umas, de-vê’as-gata’! dia-de-festa!", observa a seqüência de casas que vai até a avenida Peixoto Gomide, "o quê?!Mai’nem-bebi'inda!", dos fragmentos de lembranças da Bullu’s, surge uma pista cheia de gente, "Jurema-imitando-a-madame-dançando, Joséfo, parecendo um urso satisfeito com um...
 
Capítulo 024
2007-05-17 22:03:00
Mondrian fica à mesa, "cigarrinho... êta-vício", limpando os dentes com a língua por alguns momentos, sozinho, ouvindo o barulho das panelas, da água na pia da cozinha. Jurema fecha a torneira. — Então? Fico’ sasisfeito? — Jurema, "Juiêma, como diz o Hugo", entra na sala, vem até a mesa e começa a juntar os pratos e talheres usados — a Luíza acho que esqueceu mesmo da carne... Mondrian observa o...
 
Capítulo 023
2007-05-09 16:42:00
Mondrian observa o palacete do DER: os jardins dianteiros, os imensos pilares, as muitas janelas, “o que será que foi aqui? Desde pequeno acho esse prédio parecido com a casa de E o Vento Levou”, observa as árvores em cada lado do palacete, “talvez o Vítor saiba o que foi ou quem construiu o palacete”, mas não tem vontade de perguntar, “ele mora próximo ao palacete! Que privilégio!” A casa do...
 
Capítulo 022
2007-05-03 20:17:00
"Ih!ih!ih! O que ele vai perguntar! Você vai dormir sozinha?! Ih!ih! Quer companhia?!", com a mão direita Vítor coça suavemente o lábio inferior, dá uma olhada em Mondrian, "será que ele ‘tá comendo ela?", olha-o novamente, "ele, ele não tem cara de comedô’", olha para a frente, "ih!ih! mineiro-uai? come quieto?", volta-se sorrindo para Mondrian — E as namoradas Mondrian? Você tem namorada? — Hã?...
 
Capítulo 021
2007-04-26 20:55:00
— Fala aí Mondrian — Vítor está com os olhos avermelhados, sorri com a boca meio fechada; os cabelos, compridos, estão em desalinho, a barba é de 2 dias, ele está com a mesma roupa da véspera, traz um copo de café na mão — muito frio? "Cara!El’tá’fim-de-mim!El’tá’fim-de-mim!Coraçã’tá-a-mil!" — É — "garant’que-s’eu-convidasse’la-p’ra-saí’ela-toparia!" — Hoje fez frio hein? Bom p’ra dormir — "e-se’...
 
Capítulo 020
2007-04-19 17:27:00
Mondrian desce pela Quintino observando o canteiro "da casa de rico sempre fechada, inclusive hoje", ao lado da calçada, onde há Coroas-de-Cristo. Outro circular azul e branco freia ruidosamente, "puta-barulheira!", e pára no ponto-de-ônibus diante do portãozinho da agência. Mondrian observa as pessoas que descem, "a Helena não estã aí, já deve ter chegado", vê então um velho, de chapéu de palha,...
 
Capítulo 019
2007-04-11 17:46:00
Mondrian passa ao lado da igreja do Rosário, "éééé, o seu Saratoga não-é-fácil-não!", atravessa a Rua Venâncio Ayres e observa a Praça Rui Barbosa, "esta pracinha é muito bonita", os bancos, os canteiros floridos, as árvores e os prédios ao redor, "qualquer dia vou pegar um livro e virei lê-lo aqui", olha para os detalhes imitando flores nas partes metálicas de um banco, o banco em primeiro plano...
 
Capítulo 018
2007-04-07 19:54:00
“Depois da reinauguração, um dia, vi meu ‘vô vindo do fundo da loja, de calça verde-escuro e camisa social bege, de mangas curtas — este é o uniforme que foi adotado na loja nova — ele olhava p’r’o Fordeco-lá indo com o Lalau e a peãozada rindo alto p’ra mais um dia de entregas sob o sol, parou na porta e ficou olhando a caminhote se afastar”. — Acham-tudo-engraçado! trabalho, trabalho-qu’import’...
 
Capítulo 017
2007-04-03 02:16:00
Mondrian espera um Gol, "CL 1.6, azul, c’um-desse’dá’té-p’r’eu’rruma’ma-namorada-aí, no-sabadão-à-noite! Saí’a-pé-não-cato-nada!", e um Chevette preto passarem, "ma’o-Gol-é-muito-caro-pr’eu-comprá’, dev’se’uns-13-pau-cara!", e atravessa a rua Quintino. "Fique frio Mondrian! Deixa comigo que eu vô acertar as contas com ele!" Estas palavras fizeram-no lembrar-se da surra que o magrelo dera no Lalau...
 
Capítulo 016
2007-03-28 04:15:00
Mondrian escova os dentes, "o menino chama-se Ladislau, quem diria! Quando era pequeno até que’ra bonzinho", vai até a sala de jantar e pega a bolsa que tinha deixado sobre a mesa, "ach’que sentia-se o filho da empregada na casa do patrão", atravessa a sala-de-estar e pára à porta da rua; enquanto destranca a porta olha a sala, silenciosa e pouco iluminada, "s’eu ficar 5-minutos’qui-durm’de-novo"...
 
Capítulo 015
2007-03-22 14:28:00
"Vou falar p’r’ele! ah vou! Para não fazer mais isso! e-se-fizer, vara-de-marmelo-nele!", disse Stella. — hhmm-fodeu! — Mondrian ergue a cabeça assustado, está deitado sob os cobertores, o quarto está escuro e silencioso, apenas o display do microsistem está ligado, "putz-cara! A vara-de-marmelo, meeeuuu! ela ficava em cima do armário", percebe a cortina mal-iluminada e os pompons em forma de...
 
Capítulo 014
2007-03-19 03:30:00
Stella coloca o cuscuzeiro na mesa, observa o vapor que sai por baixo da tampa, "s’ele demorar vai esfriar, não está faltando..." — olha para a panela de feijão, o prato com os filés-de-frango e o pirex de salada — "...não". Mondrian surge na porta do corredor. — ‘tá tudo ‘qui filho! É só se servir — ela senta-se num dos lados da mesa olhando para Mondrian, que pega um prato no armário. — O filé...
 
Capítulo 013
2007-03-18 20:56:00
Mondrian entra no corredor, "uh!cagaire!cagaire!", pela janela à sua esquerda vê a Primavera sobre o muro, "nesta escuridão, sob o vento, balançandinho". "Folhas-de-urtiga! Quem-cago’no-mato’e-se-limpo’co’folha-d’urtiga?!" Vira-se para a escada e pula os três primeiros degraus, "menina-xarope, insuportável!", a luz do corredor de cima mal ilumina as duas rampas de escadas, pula mais três degraus,...
 
Capítulo 012
2007-03-15 03:24:00
"Caminhando pelas ruas de Itapê". "Fachadas sucumbindo ao tempo; perdendo suas cores, suas platibandas sendo gastas pelo sol-e-chuva; cada dia que passa mais afastadas da época de seu esplendor; através dos vidros das imponentes portas de duas folhas só se vê móveis empoeirados, saudades da vida que havia ali. Elas são testemunhas de uma época que não pude conhecer. Por que será que achamos que o...
 
Capítulo 011
2007-03-11 22:24:00
— Bem-que-dize’que-quem-madruga-Deus-ajuda-hein-Natan? — "continuou tio How-How" — Olh’só-o-vé’ião-lá-seu-vizinho! Home’traba’iadô! bééém-de-vida! A padaria dele, já-foi-lá? conhec’? ‘tive-lá-o’tro-dia! É-uma-senhor’d’uma-padaria! Put’que-pariu! — "o tio fico’ quieto, meu pai arregalo’ os olhos, virou’ p’ra-nós, p’ra-mim-e-p’ra-Rafaela, qu’estava um pirú-de-vermelha de ouvir tudo aquilo" —...
 
Capítulo 010
2007-03-05 04:20:00
"Ai s’ela soubesse! Os dias de meu ‘vô já estavam contados! Antes dele pegar na maçaneta ele virou-se p’ra nós e sorriu... — Mondrian reviu em sua memória aquele sorriso, não como um sorriso qualquer do seu avô, mas o último sorriso — ...deve ter me visto sorrindo e minha ‘vó enfezada, então ele abriu a porta, meus olhos estranharam a luz do dia, depois senti o ar frio". "Dois anos depois, ach’...
 
Capítulo 009
2007-03-04 21:12:00
"Naquele dia, quand’eu-er’menino, eu e minha ‘vó ‘travessamos devagar o corredorzinho entre a cozinha e a sala-de-estar. Enquanto sentia a expectativa de ouvir a continuação da história da imigração e também conhecer seus personagens através das fotos, observava as paredes mal-iluminadas pela luz que vinha das janelas da cozinha, as portas dos quartos meio-escuros, ouvia meu ‘vô pigarrear... Meu!...
 
Capítulo 008
2007-02-23 02:12:00
"Jerônimo paro' de falar, fico' olhando o copo vazio que tinha colocado sobre a mesa, fico’viajando-nas-lembranças-dele. Olhei para o copo também, achei chato perguntar mais, deix’ele! Esperei um pouco. Percebi que a sala estava vazia, e ele continuava quieto. Esperei mais um pouco. Olhei a maleta aberta sobre a mesinha e os papéis amarelados das cartas, vou cutucá-lo!" — E de lá? Eles foram...
 
Capítulo 007
2007-02-23 01:37:00
— De longe ele viu o Kérberos no porto; observou-o um bom tempo. "Jamais aceitei a moderação de uma longa reflexão. A conclusão sempre me inspirava, penso eu, delírios! delírios de contentamento!" — Fazia 4 dias que tinha chegado a Santos. Viera com outros alemães que tinham vindo encontrar seus parentes, a guerra permitiu este reencontro. Quando avistou o navio, caminhou em direção a ele. Uma...
 
Capítulo 006
2007-02-16 22:24:00
"Jerônimo voltou da cozinha com uma garrafa de Coca e dois copos. Eu estava comparando aquela cena do acerto de contas no bar, Claudius-vs.-Anjo-Vingador, com os bang-bangs que passavam na Record nos anos 80". — Vovô tinha muitas histórias p’ra contar — "sentou-se na cadeira, colocou os copos e a garrafa ao lado do gabinete do PC" — se desse lado, ele não pararia de falar, eh!eh! Seu Karl! Seu...
 
Capítulo 005
2007-02-14 00:18:00
"A história tinha recuperado sua beleza! De repente, uma coisa que sabia desde pequeno passou por uma metamorfose — lembrei’ do caro Ovídio —, as sombras da incerteza foram afastadas e novas cores surgiram. Sentia que refazia o caminho dos meus bisavós, do fim p’r’o começo, arrepiava-me ao pensar que chegaria ao statu quo ante. "Mondrian na Alemanha!" "Isto mexeu comigo! Iria enfim curar-me da...
 
Capítulo 003
2007-02-09 15:16:00
Olga pisca os olhos e mexe a cabeça, "dia-triste-credo!", vira-se para Mondrian: — Vai toma’ um cafézinho béééémm gostoso com a ‘vó Olga hein?! — Mondrian sorri-lhe e olha para baixo, envergonhado, "éééé...". Olga inspira sonoramente pelo nariz, olha para a mesa, está posta para o café da manhã, "vovó-Olga!V’Ólga!": uma senhora de estatura mediana, cabelos loiros, "lindíssimos-cabelos-loiros! E’...
 
 
 
 
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